2 a 6 de outubro de 2017

PRO MAGNO - São Paulo, SP

Painel da ABM WEEK aponta desafios e caminhos para a área de SST

“A forma como as empresas lidam com a gestão de saúde e segurança no trabalho tende a passar por uma revolução nos próximos anos”. A constatação de Emmanuel Lacerda, gerente executivo de saúde e segurança na indústria do Sesi (Serviço Social da Indústria), foi apresentada durante painel realizado em 3 de outubro na ABM WEEK 2017, evento técnico-científico que se estende até dia 6, em São Paulo.

Na oportunidade foram debatidas soluções para a indústria superar desafios que colocam em risco a competitividade e a sustentabilidade das empresas. Entre elas, mudanças no ambiente regulatório, o absenteísmo crescente e a responsabilidade dos contratantes sobre a gestão de SST de seus terceirizados.

“A complexidade e a transparência demandadas pelo e-Social, por exemplo, deixarão as empresas em pé de igualdade quanto à competitividade. A plataforma exige, no entanto, que as empresas sejam mais ativas na forma de gerar e administrar suas informações”, disse Gustavo Nicolai, médico do trabalho do Sesi. Segundo ele, para as empresas, incorporar o e-Social ao modus operandi é um grande desafio, já que determina a integração de informações de diversas áreas.

Fator de perdas financeiras para os contratantes, seja pelos altos gastos com assistência médica, seja por comprometer a produtividade, o absenteísmo é outra questão que demanda uma mudança de postura das empresas, comentou Patrícia Pena, gerente de saúde da Vale. Em sua palestra, ela apresentou um projeto-piloto da mineradora que tem como objetivo prevenir o afastamento dos funcionários por problemas de saúde.

A iniciativa se baseia em diagnósticos e análises para entender as principais causas de afastamento e como evitá-las. “O projeto inova à medida em que deixa de lado a postura reativa comumente adotada para implantar ações preventivas”, explicou Pena. Na Vale, assim como em outras indústrias, os principais motivadores de absenteísmo são as doenças osteomusculares, os traumas e os transtornos mentais.

Responsabilidade compartilhada

“Ao definir a responsabilidade subsidiária da contratante quanto às obrigações trabalhistas da contratada, a regulamentação da terceirização também requer das empresas uma nova abordagem com relação à gestão de SST de seus terceirizados”, disse Katyana Aragão, especialista da gerência de Qualidade de Vida do SESI.

No painel da ABM WEEK, ela apresentou o programa do Sesi para gestão de SST voltado à cadeia de fornecedores da indústria. O projeto foi motivado pela percepção de que players fortes do ponto de vista técnico, deixam de concorrer a contratações por não terem bom desempenho de SST. “Nesse sentido, o programa de requalificação é positivo para o contratante ao elevar a competitividade de suas licitações, e para os fornecedores, que passam a estar habilitados a participar de processos licitatórios que requerem um desempenho de SST mais elevado”, conclui Katyana.

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